Sex Tape- Perdido na Nuvem

Preparem-se para a pior comédia de todos os tempos: Sex Tape – Perdido na Nuvem Caros leitores, nem tudo são flores no mundo de Hollywood, certo? Alguns filmes são...

Preparem-se para a pior comédia de todos os tempos: Sex Tape – Perdido na Nuvem

Caros leitores, nem tudo são flores no mundo de Hollywood, certo? Alguns filmes são bons, outros são bem ruins. E na categoria “comédia”, Sex Tape: Perdido na Nuvem realmente é um marco do declínio da falta de originalidade da sétima arte. A única coisa boa do longa é a química entre Cameron Diaz e Jason Segel, o resto…é tão descartável, mas tão descartável, que entendemos porque os críticos do exterior detonaram esse filme.

Tudo começa com um jovem amor. O casal tem uma vontade indescritível para curtir o momento à sós. Eles se casam, tem dois filhos e o sexo vai embora pela porta da frente. Em uma tentativa de “ajudar” ou “inspirar” outras mães que estão no mesmo barco, Annie (Cameron Diaz) escreve um blog onde relata as dificuldade de encaixar as relações sexuais numa agenda lotada de compromissos com o trabalho e as crianças. Jay (Jason Segel), apesar de saber que o casal está distante, mantém suas constantes demonstrações de carinho e amor pela esposa.

Um belo dia eles resolvem se livrar das crianças e numa tentativa de reaver a ardência da relação, gravam um vídeo mostrando todas as posições sexuais de um livro que está esquecido na estante (porque é sempre bom ter um livro desses em casa com fácil alcance para seus filhos). O vídeo, de três horas de duração, acaba sendo compartilhado por um app de cloud em todos os iPads que Jay já deu presente para outras pessoas. Ah, porque isso? Porque ele é dono de uma rádio e usa vários iPads para armazenar músicas e quando não precisa mais, ele dá de presente para as pessoas. Aí você pergunta, que amigos? O carteiro, a sogra, o melhor amigo, o futuro chefe da sua esposa…sim porque ostentar iPads agora está na moda. Enfim, após Annie descobrir a falta de cuidado do marido eles resolvem procurar cada pessoa que ganhou um iPad para apagar o tal vídeo.

Eles se unem à Robbie (Rob Coddry) e Tess (Ellie Kemper) para caçar os aparelhos e ainda achar a pessoa que anonimamente enviou mensagens de texto à Jay falando que gostou do vídeo. Do nada, eles vão parar na casa do futuro chefe de Annie, Hank (Rob Lowe) um CEO de uma empresa de artefatos infantis que no ambiente de trabalho é um homem de classe e bom comportamento, e em casa é tanto quanto obcecado por quadros com seu rosto em cenas dos filmes infantis da Disney. Tipo ele pintado como Rafiki segurando o Simba! E porque isso? Porque o roteirista achou que teria algum sentido. Bem, no meio da correria, Annie se droga, Jay é quase morto por um pastor alemão e o casal de amigos transam dentro do carro deles porque viram cinco minutos do vídeo que estava no iPad resgatado do Hank. Voltando para a casa dos amigos, frutados e cansados, Jay descobre que o filho do casal, de apenas 10 anos, está com o vídeo. Então ele chantageia Jay e pede 25 mil doletas em troca de não colocar o vídeo em um site de vídeos pornôs.

Desesperado, Jay volta para casa e começa a procurar pelo vídeo deles online. Annie tem a grande ideia de invadir o data center (local onde fica o servidor do tal site) para apagar o vídeo! UALLLLL, legal não? Não! Eles só não invadem o local numa facilidade ímpar como são flagrados pelo DONO do site. BANG! Aparece Jack Black (aquele ator que você adora e por segundos te leva a pensar que o filme vai melhorar só porque ele apareceu)..só…que…não! Black não só ajuda o casal à deletar o vídeo como dá uma lição de moral sobre “porque os casais com filhos não fazem mais sexo”. Num apelo clichê, triste e mal roteirizado, o casal percebe que se ama e que o sexo não é tudo e que realmente eles gravaram o vídeo por estarem numa relação estagnada. (WHAT?????).

É difícil falar o que mais incomoda nesse filme: o péssimo roteiro, a pobre construção da personalidade dos personagens, o desenrolar da trama ou a barriga do Jason Segel feita em computação gráfica. Ah, vocês terão uma boa dose do bumbum da Cameron Diaz, mas não duvidamos que seja dublê! O filme não tem propósito. Ele segue a receita do bolo de Se Beber, Não Case mas não consegue alcançar 10% da diversão e criatividade que este longa tem. Como falamos no início, a química do casal realmente é muito boa, mas o resto….é resto!

Sex Tape – Perdido na Nuvem não só alimenta o ego dos “Applemaníacos”, como deixa a desejar no quesito “conhecimento de tecnologia”. Para alguém que dá iPads para colegas e tem tudo da Apple, deveria saber mais sobre armazenamento em nuvem, no fundo, preferimos imaginar que isso seja até uma crítica à quem consome a marca sem saber o que pode fazer com aquilo.

A direção do longa ficou por conta do Jake Kasdan, mesmo diretor de Professora sem Classe que também estrela Diaz e Segal. Que inclusive, vale comentar, que é uma boa comédia! O roteiro é assinado por Kate Angelo (Plano B – outra comédia descartável com a J-Lo.) O filme não só decepciona pelas suas aleatoriedades, como deixa o espectador profundamente incomodado com a falta de criatividade para abordar o tema “sexo”, acho que esqueceram que esses filmes existem: O Virgem de 40 Anos, Amizade Colorida, Não é mais um Besteirol Americano, todos os American Pie e etc…

Vale a pena ver no cinema? Definitivamente não.

Até a próxima!

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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