Sin City 2: A Dama Fatal

Sin City 2: A Dama Fatal continua as histórias de Basin City. Essa resenha é como essa cidade… ela grita desesperada por uma avaliação crítica da qualidade do filme…...

Sin City 2: A Dama Fatal continua as histórias de Basin City.

Essa resenha é como essa cidade… ela grita desesperada por uma avaliação crítica da qualidade do filme… Hah! Sin City 2: A Dama Fatal está para estrear no Brasil, mais uma adaptação para as telonas de uma das HQs do gênio dos quadrinhos/reaça de plantão Frank Miller. O longa, ao contrário do primeiro, tem duas novas histórias que foram criadas exclusivamente para o filme.

Ao contrário de seu predecessor, Sin City 2: A Dama Fatal é um filme mais desconexo. As tramas de Sin City: A Cidade do Pecado tem narrativas mais interligadas, as histórias que vemos neste longa são mais soltas, curtas e as vezes um pouco insatisfatórias. Abrimos o filme com uma adaptação de “Just Another Saturday Night”, uma história curta que reapresenta (ou relembra) para a audiência quem é Marv (Mickey Rourke) e porque ele é praticamente indestrutível. O conto é divertido, mas faz pouco para agregar à história.

Imediatamente depois, pulamos para The Long Bad Night, uma das histórias feitas diretamente para o filme. Nela acompanhamos Johnny (Joseph Gordon-Levitt), um apostador com uma sorte quase sobre-humana (como todos os personagens da série, é como se X-Men se passasse em um filme do Humphrey Bogart) que desafia o grande vilão de Basin City, o Senador Roark (Powers Boothe) para um jogo de poker.

Em seguida, vamos para o grande destaque e a maior parte da história, A Dama Fatal. Nela, Dwight McCarthy (Josh Brolin) é manipulado por Ava Lord (Eva Green) para cometer uma série de péssimas decisões fatais. Sem dúvidas, é a melhor parte do filme. Eva Green está simplesmente está fantástica do papel da femme fatale Ava. Nos quadrinhos, a personagem possui uma sensualidade tão extrema que chega a hipnotizar os homens (porque X-Men… Humphrey Bogart e tals), Green consegue ser tão sensual que você chega a acreditar que ela realmente consegue controlar todo e qualquer homem.

E finalmente, temos Nancy´s Last Dance, outra história feita direto no roteiro. Aqui, vemos os eventos após O Assassino Amarelo. Nancy Callahan (Jessica Alba) sofre para superar a morte de John Hartigan (Bruce Willis) e se afunda em álcool e loucura, com a ajuda de Marv, ela invade o complexo do Senador Roark em busca de vingança. Junto com Green, Jessica Alba são os grandes destaques de atuação no filme.

As partes que saíram das páginas da HQ continuam adaptadas cena por cena, o que dá ao filme uma estética única, infelizmente, isso causa uma inconsistência visual no longa. Os capítulos criados para o filme não possuem o mesmo impacto visual e pecam de uma direção que, em contraste, parece mais preguiçosa, com takes e coreografias repetidas ou sem inspiração. De certa forma, Sin City 2: A Dama Fatal é um longa mais comportado do que seu predecessor, apesar de mais cenas de nudez, a violência não é tão “chocante” e parece forçada.

Faltam também momentos marcantes, quem não se lembra do diálogo entre Dwight e o cadáver de Jack Rafferty ou o psicótico coroinha canibal Kevin do primeiro filme? Este tipo de excentricidade, que dava a Sin City um apelo único, não há na continuação. Se você é muito fã da série, provavelmente vai se divertir, mas entre na história com a expectativa que Basin City está mais gentrificada, não é mais tão suja ou profana, apesar de seus personagens mais ilustres ainda passarem boa parte do tempo descrevendo-a… constantemente….

O filme estreia dia 25 de Setembro no Brasil!

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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