Sleepy Hollow – Review 1ª temporada

Segurem suas cabeças, a Lenda do Cavaleiro sem Cabeça voltou! Desta vez não vemos Johnny Depp como Ichabod Crane e nem Christina Ricci como Katrina Van Tassel, mas o...

Segurem suas cabeças, a Lenda do Cavaleiro sem Cabeça voltou!

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Desta vez não vemos Johnny Depp como Ichabod Crane e nem Christina Ricci como Katrina Van Tassel, mas o seriado é bom e sim, tão bom quanto o filme, apesar de ser bem diferente.

Temos o Cavaleiro sem Cabeça, a cidade se chama Sleepy Hollow e temos Crane. As semelhanças param aí. Colocaram até George Washington no babado!

Enfim. Vamos ao que interessa!

O ano é 1781, em plena Guerra da Independência dos Estados Unidos. Ichabod Crane (Tom Mison – Um Dia Só e Amor Impossível) é um soldado britânico que vira a casaca e passa a atuar como espião para os americanos. Conhecemos mais o personagem pelos flashbacks (e tem um montão). Crane morre em campo de batalha ao lutar contra um mercenário: o mercenário corta o peito dele. De birra, Crane corta a cabeça dele, no melhor estilo: eu vou, mas te levo junto!

Pulamos para o século 21. Abbie Mills (Nicole Beharie –  Shame) e o xerife da cidade – booo, advinha qual? – vão investigar uma ocorrência estranha. E quem está lá?? Claro que nosso adorável Cavaleiro!! Mas isto acontece mais para apresentar a personagem. Abbie terá um papel super, hiper, mega importante no seriado. Em paralelo, no melhor estilo zombie, Crane levanta da tumba. Todo bonitinho, confuso em acordar em uma caverna, mas composto, sem decomposição alguma. Dormiu no formol?

Depois de umas perseguições, tiros e machadadas, descobrimos o babado: tudo é uma prévia para o apocalipse, porque pouca besteira é bobagem – por que ter apenas um Cavaleiro sem Cabeça, quando você pode ter QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE? Momento que você diz em alto e bom som em direção a sua TV, ou computador, como no meu caso, QUE PORRA É ESSA? Ok, Tim Burton pode se revirar. Cuspam no túmulo de Washington Irving, o criador da coisa toda.

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Mas, por incrível que pareça, a coisa funciona. Ao longo de 13 episódios passamos por uma série de mitologias, desde um Sandman do mal super macabro que mata as pessoas em seus pesadelos, mas só as que têm consciência pesada, até um comedor de pecados bem esquisito, cujo personagem é bem mais importante para a trama do que pensei inicialmente.

Lembra da Abbie, citada no começo do texto? Pois é, ela e Ichabod são as testemunhas do Apocalipse, que devem sofrer sete anos na luta contra o mal e, claro, morrer. Isto nos dá sete temporadas, se tiverem criatividade para tanto. Inferno na terra, luta do bem contra o mal e George Washington zumbi marcam a primeira temporada de Sleepy Hollow. É bom, confuso umas tantas vezes, mas eles conseguem explicar tudo o que se propuseram nesta temporada, o que já merece umas belas palmas. Tudo é interligado, desde Crane à Abbie, cujos caminhos já se cruzaram antes, graças aos seus ancestrais.

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Este formato meio Supernatural foi bom, imagina um seriado só com o Cavaleiro sem Cabeça? Haja criatividade! Imagino que seria muito enfadonho, não tem história suficiente para sustentar mais de uma temporada no ar. Funciona.

O elenco ainda conta com Orlando Jones (Evolução) como Capitão Frank Irving, Katia Winter como  Katrina Crane e Lyndie Greenwood (Nikita) como Jenny Mills.

”Então ouvi a quarta Criatura: Venha” e apareceu um cavalo baio, o nome do cavaleiro era Morte e o Inferno o seguia de perto.”

Segunda temporada promete!

Até a próxima

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