Sob a Pele e uma Scarlett Johansson inumana

Em Sob a Pele, Scarlett Johansson explora os limites da humanidade. Uns meses atrás, imagens de Sob a Pele causaram um pequeno alvoroço nas redes sociais e fomentou um...

Em Sob a Pele, Scarlett Johansson explora os limites da humanidade.

Uns meses atrás, imagens de Sob a Pele causaram um pequeno alvoroço nas redes sociais e fomentou um debate interessante sobre o rumo da indústria cinematográfica. Agora, com a poeira baixada, chegou a hora de analisar o longa.

Nas regiões afastadas das grandes cidades escocesas surge uma criatura misteriosa. Ela (Scarlett Johansson) nunca tem seu nome ou sua origem revelados. Aos poucos, a história apresenta sua rotina: Circular pelas ruas da cidade e interagir com jovens rapazes. Fazendo uso de sua beleza invejável, Ela cai na graça deles e aos poucos carrega um diálogo inocente com eles, fazendo perguntas bestas que ao mesmo tempo, para um viajante que desconhece a humanidade, revelam um mundo de informação.

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Com uma visão minimalista e íntima, o diretor Jonathan Glazer explora a cultura humana sob a ótica de um ser forasteiro. Sem se comprometer com convenções de narrativa, vai revelando aos poucos as verdadeiras intenções da criatura em sequencias de fotografia primorosa. Scarlett Johansson, no papel de Ela apresenta uma dualidade que torna a atriz irreconhecível, fazendo uso de seu sex appeal natural para atrair suas presas e depois eliminando qualquer traço de emoção que lhe conferiria um lugar neste planeta, tornando-a essencialmente, alienígena. Com um elenco feito inteiramente de não atores, as interações ficam bastante realistas.

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Trata-se de um filme artístico que traz consigo elementos de terror e ficção científica na medida certa. O diretor utiliza de técnicas e conceitos usados por Stanley Kubrick e David Lynch para construir um ambiente desolador e que nos leva a todo momento questionar qual é o propósito da misteriosa criatura e o que afinal, nos torna humanos.

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Talvez Sob a Pele não agrade todos os públicos por ter aquele típico ritmo de filme art house, mas com certeza é uma experiência interessante e altamente recomendada.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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