A Sony informa que vai descontinuar a partir de abril o Crackle, seu serviço de vídeo on demand, para toda a operação na América Latina.

Desligando os Aparelhos: Sony anuncia fim do Crackle na America Latina

A Sony informa que vai descontinuar a partir de abril o Crackle, seu serviço de vídeo on demand, para toda a operação na América Latina. ...

A Sony informa que vai descontinuar a partir de abril o Crackle, seu serviço de vídeo on demand, para toda a operação na América Latina.

Eles bem que tentaram, mas acabaram morrendo antes mesmo de conhecer o sucesso. É o que aconteceu com o serviço on demand da Sony Pictures Television, o Crackle. Em comunicado oficial assinado por Keith Le Goy, presidente da Sony Pictures Worldwide Distribution, a empresa informa que o serviço sera desativado no dia 30 de abril, em todos os países da América Latina.

Segundo o comunicado oficial, “a decisão de encerrar o Crackle na América latina não está relacionada ao funcionamento do Crackle nos Estados Unidos, que opera de maneira independente e como um AVOD, ou seja, baseado em anúncios. Seguimos explorando o potencial estratégico de parcerias para o Crackle nos Estados Unidos e vamos divulgar mais informações sobre assim que possível.

Na realidade, o que aconteceu pode ter acontecido para a baixa audiência do serviço foi o total desconhecimento do público em geral da existência do Crackle. Quando foi lançado em 2012, o Crackle apresentava um acervo de filmes, séries e desenhos animados, que poderia ser acessado gratuitamente, desde que o consumidor não se importasse com as constantes interrupções provocadas por anúncios institucionais ou comerciais em geral.

Durante esse período de funcionamento, o Crackle trouxe várias produções originais para a telinha como The Unusuals (2009), série policial bem humoradas sobre a relação entre dois detetives de Homicídios, interpretados por Jeremy Renner (Os Vingadores) e  Amber Tamblyn (Joan of Arcadia). A outra produção foi Galavant (2015), uma comédia musical mostrando um reino encantado, mas com personagens pouco encantadores.

Há pouco menos de 3 anos, a empresa decidiu transformar o Crackle em um serviço premium de streaming por meio das operadoras de TV por Assinatura ou Internet, oferecendo conteúdo exclusivo em filmes e séries. Infelizmente, o serviço não incluía o conteúdo do catch up da Sony e do  AXN, que seria um outro atrativo para os fãs das séries desses canais, como NCIS e Grey’s Anatomy, por exemplo.

Fica complicado, obviamente, acessar essa plataforma quando se desconhece sua existência. A pouco divulgação do Crackle, aliada a um nome que é complicado de se falar e se assemelha a uma droga, nunca permitiu que os consumidores se desse conta do excelente  conteúdo disponível no serviço.

Em 2017, o Crackle lançou a série de suspense policial Absent, uma produção original para esse canal, estrelada por Stana Katic, de outro sucesso do AXN, Castle. No ano seguinte, foi a vez do drama The Oath, com Sean Bean encabeçando o elenco.

Oportunidade perdida

Mas a grande oportunidade do canal ser descoberto foi no lançamento da 11ª temporada de Doctor Who, que trazia pela primeira vez em mais de 50 anos de existência do seriado britânico, uma atriz no papel do Senhor do Tempo. Com um contrato de exclusividade com a BBC, o Crackle começou a exibir em outubro do ano passado, a nova temporada simultaneamente com o canal britânico.

Além da pouca divulgação do fato, a audiência da série deve ter sido muito comprometida por isso. E para piorar, o fã da série, que cresceu enormemente desde que Dr.Who foi exibida por grande sucesso pela TV Cultura, acabou indo assistir a nova temporada em sites piratas. Essa informação não é uma especulação aleatória, mas com base em diversos comentários nas redes sociais.

Carter, Runaways, American Housewife, Odd Mom Out, Powers, Snatch, Outsiders, Preacher, Casual, The Mayor, Kevin Saves the World, Scorpion, e as franquias CSI e NCIS. Todas essas séries deixarão de ser acessadas a partir de 30 de abril e, ninguém sabe ainda se esse conteúdo poderá migrar para outras plataformas.

Fica no entanto, o lacônico fechamento do comunicado oficial da Sony, sobre o fim do Crackle. Algo que pode ser lido também como “nadamos muito, mas queríamos morrer em outra praia”.

Estamos orgulhosos do que conquistamos na construção do Crackle América Latina, um serviço com mais de 65 operadoras afiliadas por 17 territórios, além de uma base leal de assinantes, construída do zero. Gostaria de agradecer pessoalmente aos nossos colegas dedicados que trabalham na plataforma na região ao longo de quase sete anos. Somos imensamente gratos pelo trabalho duro e pela contribuição de vocês em prol do crescimento da Sony Pictures Television na área”, finaliza o presidente de distribuição mundial da Sony Pictures, Keith Le Goy.

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