Kylo Ren - Star Wars: Os Últimos Jedi - Episódio VIII

Star Wars: Os Últimos Jedi – Entre o bem e o mal, existe Kylo Ren

Star Wars: Os Últimos Jedi continua a guerra e transformar em peça chave o conflito de Kylo Ren O Despertar da Força foi o reencontro de velhos amigos para...

Star Wars: Os Últimos Jedi continua a guerra e transformar em peça chave o conflito de Kylo Ren

O Despertar da Força foi o reencontro de velhos amigos para uma nova aventura e Rogue One foi o amadurecimento por meio de termos complexos, mas Os Últimos Jedi é o momento onde Star Wars encontra uma nova voz para uma nova trilogia. Temas antigos, ideias, filosofias e elementos que compuseram a lendária saga de aventura espacial são repensados para criar uma trama rica e inovadora, porém com a familiaridade que todos anseiam. E no centro deste turbilhão entre o bem e o mal, Resistência e Primeira Ordem, temos Kylo Ren.

A história (100% sem spoilers)

Para não atormentar os mais aflitos, vamos falar apenas o básico do básico e o que já foi estabelecido em Despertar da Força. A destruição da capital da República pela base Starkiller foi devastadora e a Primeira Ordem oficialmente reina a galáxia. Rey (Daisy Ridley) se encontra com Luke Skywalker (Mark Hamill) e busca entender estas habilidades místicas que ela consegue acessar. A Resistência sobrevive com pouquíssimos recursos e, a cada momento, a esperança diminui.

Heróis e vilões

O confronto entre o bem e o mal continua, mas pequenos elementos de roteiro e trama deixam o conflito mais rico. São adições descartáveis, mas que ajudam a estabelecer melhor as diferenças de poder, tecnologia e armamentos entre as facções em guerra. Esta riqueza de detalhes estabelece quão ameaçadora a Primeira Ordem realmente é, o tamanho da desvantagem da Resistência e quem de fato ganha com uma Guerra nas Estrelas.

Vida longa a Kylo Ren

E no meio disto tudo, não existe personagem mais marcante que Kylo Ren (Adam Driver). Seu conflito interior reflete a temática do filme. Vale a pena defender a luz quando as trevas parecem consumir tudo? Drive carrega uma performance que alterna entre menino assustado e confuso, e máquina de matar selvagem. Sua fisicalidade é impressionante e torna a jornada do personagem tão imprevisível quanto seu temperamento. Sua interação com Rey ao longo da trama é um dos pontos altos.

A direção

Insistir em falar sobre Os Últimos Jedi nos forçaria a falar sobre os tão temidos spoilers. Para evitar traumas inesperados, vamos falar um pouco sobre o diretor, Rian Johnson. Alguns anos atrás, seria difícil acreditar que o diretor de Looper: Assassinos do Futuro (que é um filme sensacional, mas nada nesta escala) teria uma visão para dirigir algo na escala de Star Wars. Os momentos íntimos capturam momentos de ternura, humor e humanidade – pode parecer óbvio, mas vamos lembrar do que acontecia em Episódios I, II, III. Os momentos de batalhas e combate são gigantescos palcos de guerra, melhor para demonstrar o poderio da Primeira Ordem. A cinematografia é linda, Steve Yedlin, o cinegrafista do filme, aproveita os cenários com cores fortes para fazer o filme saltar na tela.

E o veredito?

Os Últimos Jedi facilmente se enquadra entre os melhores filmes da saga. Visualmente impecável com um roteiro que celebra o passado da franquia sem tirar o olho do horizonte e com momentos que arrancam lágrimas até mesmo dos fãs mais Mandalorianos. Novos personagens entram para o elenco trazendo uma diversidade rica e confrontos interessantes sobre arquétipos no cinema. O melhor exemplo disso é a Vice Almirante Holdo (Laura Dern), que lidera a Resistência e, mesmo com seu impressionante histórico militar, é obrigada a controlar o comportamento impulsivo de Poe Dameron (Oscar Isaac) e sua necessidade “macho alfa” de ser um herói na guerra.

A ideia de fazer um Star Wars por ano pareceu preocupante, mas é o terceiro acerto em cheio para a franquia. Com certeza Os Últimos Jedi irá impressionar fãs antigos e conquistar novas gerações que vão procurar seu próprio por-do-sol binário em busca de uma grande aventura.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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