Todo o Dinheiro do Mundo – Drama polêmico não emplaca em tela e decepciona

Valendo-se de polêmicas com Kevin Spacey e salários ruins, Todo o Dinheiro do Mundo fez barulho… Mas o filme deixa a desejar Com todo o respeito às lutas internas...
Todo o dinheiro do mundo ridley scott

Valendo-se de polêmicas com Kevin Spacey e salários ruins, Todo o Dinheiro do Mundo fez barulho… Mas o filme deixa a desejar

Com todo o respeito às lutas internas que colocaram Todo o Dinheiro do Mundo em evidência – Kevin Spacey e as denúncias de agressão sexual, salário de Michelle Williams bem menor do que o de Mark Wahlberg – o filme em si é totalmente esquecível.

Revolta, trama e qualéquié

Paul (Charlie Plummer) é sequestrado na Itália. O resgate? Míseros 17 milhões. Se para nós, meros mortais, essa quantia é astronômica, para o avô de Paul é ninharia. JP Getty é, literalmente, o homem mais rico do mundo. Interpretado às pressas por Christopher Plummer substituindo Spacey, Getty é um senhor endinheirado que não quer saber muito da família, já poder, dinheiro e obras de arte formam a tríade que Getty se importa. Desembolsar 17 milhões? Fora de questão.

Por conta disto, Gail (Williams) precisa lutar com unhas e dentes para conquistar a liberdade de seu filho mais velho, trabalhar junto com a polícia meia boca que não acredita nela e com o ex-espião Fletcher Chase (Mark Wahlberg), contratado por Getty para “ajudar” a recuperar o neto sem ter que gastar um tostão.

Óbvio que vai dar m*&%%$$#¨

O tempo vai passando, Paul ainda em cativeiro, Getty se recusando a pagar enquanto gasta verdadeiras fortunas com quadros, Gail em uma luta de cabo de guerra com o ex-sogro, mídia e sequestradores, e Chase, que deveria atuar como um intermediário, mas… Nops. Ainda tentando encontrar algo na atuação de Wahlberg que justifique o senhor salário. Williams, que não é a atriz mais aclamada do mundo, tenta e entrega um show em comparação. Plummer é basicamente uma versão mais endinheirada do petróleo de O Cidadão Kane, e o núcleo de sequestradores nem merece muita atenção.

Alguém dá na cara do Getty, please

O vilão que amamos odiar. Sem mistérios, sem profundidade, o Getty de Christopher Plummer é odioso e dá vontade de esfregar a cara dele no asfalto quente. A motivação primordial é: ele odeia perder, quer tudo, não aceita ser passado para trás, o que considera que Gail fez durante o processo de divórcio. Por pura picuinha com a ex-nora, resolve jogar com a vida do neto “favorito”, o que faz mais fácil ainda o odiar.

Já Chase…

Reescrevam o personagem. Troquem o ator. Façam alguma coisa mais relevante com ele. Sem mais.

Ridley Scott não emplaca e decepciona

Scott perdeu a mão no ritmo: devagar, moroso, sofrível. Enquanto a edição está interessante e nem dá para perceber que precisaram refazer as cenas com Plummer como Getty, o resto anda, anda, anda e acaba na praia. Para um filme de diretor aclamado, com uma visibilidade tão grande (ainda que por motivos errados e certos) era de se esperar um produto bom. Pena que não deu certo. Ok, se era para odiar o Getty, missão cumprida! De resto… Bom. É cada um assistir e comentar aqui a opinião: assista, comente aqui e vamos debater.

Todo o Dinheiro do Mundo estreia dia 1º de fevereiro nos cinemas e concorre em uma categoria no Oscar 2018, a de Melhor Ator Coadjuvante pela atuação de Christopher Plummer.

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