Tomb Raider – A Origem | Aquele reboot que se equilibra num penhasco

Tomb Raider – A Origem impressiona pela sua falta de ousadia Recentemente conversamos sobre a massificação da Cultura Pop/Geek e já falamos sobre as produções entregarem o que os...
Tomb Raider A Origem Alicia Vinkander

Tomb Raider – A Origem impressiona pela sua falta de ousadia

Recentemente conversamos sobre a massificação da Cultura Pop/Geek e já falamos sobre as produções entregarem o que os fãs querem. Logo, o público se dá por satisfeito com histórias rasas e sem profundidade. E é nesse mar que navega Tomb Raider – A Origem, um filme sem ousadia alguma e nada relevante na extensa lista de franquias que ganharam um nova versão.

A história

Sete anos após a morte do pai, Lara Croft (Alicia Vinkander) sobrevive no anonimato pelas ruas de Londres vivendo de bicos e brincando de boxe. Ao ser pega pela polícia, Ana Miller (Kristin Scott Thomas) reaparece na vida de Lara pedindo a ela que reconheça o falecimento do seu pai e assuma o legado milionário deixado por ele. Lara não aceita que seu pai tenha, de fato, morrido e um artefato entregue a ela reacende a esperança de encontrá-lo vivo.

Deixando Ana Miller na mão, ela viaja para China munida de um antigo mapa e muita boa vontade. Ela se alia com Lu (Daniel Wu), dono de um barco e filho de um antigo amigo de seu pai. Juntos, eles embarcam em uma aventura atrás de uma mitológica catacumba que, se aberta, poderá matar toda a humanidade.

Então, Lara Croft se torna uma sonsa guerreira que é tão incrédula dos mistérios e perigos existentes na ilha quanto nós sobre o sucesso desse reboot. De entregadora de lanches à órfã experiente com arco e flecha e pancadaria, Croft é uma “heroína” mal construida e jogada em uma trama zero interessante.

Tom Raider – A Origem quanto filme

É ruim. Primeiro por que suas cenas serem derivativas de diversos outros filmes de aventura. Em Tomb Raider – A Origem, encaramos a fúria do mar, uma pedra gigante rolando atrás da jovem, armadilhas gigantescas em catacumbas escuras, uma figura milenar que pode acabar com a raça humana e um vilão sem motivações substanciais. Além da “reviravolta” óbvia entregue no começo do filme, basta prestar atenção na figura dominante com ar de superioridade que tem um estranho interesse na protagonista. (Argh, spoilers? Não, vá ver o filme!)

Até estávamos dispostos a esquecer as cenas de ação copiadas de outras produções se a história fosse boa. O ponto é que Tomb Raider – A Origem é mal estruturado. Primeiro eles estabelecem que Lara é “gente como a gente”, depois descobrimos que ela é super inteligente e tem todas as aptidões de uma exploradora. Em seguida este elemento é totalmente esquecido e Lara vira uma super heroína imbatível.

Alicia Vinkander como Lara Croft

A atriz não sustenta, fisicamente falando, a sua personagem e, em vários momentos, se torna “frágil” demais. Lara Croft vai de Menina de Ouro para Rose do Titanic: só sabe gritar. Não há um equilíbrio na evolução da personagem, o roteiro vira a chave do nada, deixando a audiência confusa sobre esta versão. Hora humana, hora super humana.

Game x Filme

Todo filme inspirado em game e/ou que contenha esta estrutura precisa estabelecer o universo. Enquanto Assassin’s Creed e Warcraft embarcam a audiência numa adaptação fiel aos games – por piores que sejam os filmes, Jumanji cria um espetáculo entre “vida real” e “ficção” e Tomb Raider – A Origem não sabe o que quer.

Deixando um cliffhanger enorme para um possível segundo filme, a Warner aposta no sucesso de uma nova franquia, mas que não tem potencial algum de ser um super blockbuster, apenas mais um filme raso de aventura bem estilo Sessão da Tarde. Volte duas casas e reveja Jumanji, este sim é uma divertida aventura!

Vale a pena?

Não.

Küsses,

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“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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