Transformers: O Último Cavaleiro marca a história do cinema com louvor

Não adianta negar, a franquia Transformers é um sucesso. Criticar este longa é pior que chutar cachorro morto Este é o segundo texto que escrevemos aqui na Freakpop. Parece...
Left to right: Megatron and Josh Duhamel as Lennox in TRANSFORMERS: THE LAST KNIGHT, from Paramount Pictures.

Não adianta negar, a franquia Transformers é um sucesso. Criticar este longa é pior que chutar cachorro morto

Este é o segundo texto que escrevemos aqui na Freakpop. Parece que elencar os problemas de Transformers: O Último Cavaleiro e simplesmente registrar nosso ódio mortal por este quinto filme, não seria o suficiente para afastar a galera das salas de cinema. E pior: é totalmente desnecessário. Sabe porque? Por que o triunfo deste longa é mais certeiro do que a podridão da Odebrecht. O ponto é: Você é fã de Transformers? Então fique com a gente até o final deste texto.

A Missão

Uma nova ameaça surge com a missão de exterminar a terra. Uma Deusa, um Autobot duas caras, um artefato lendário e um O Escolhido™ protagonizam uma trama que começa na Távola Redonda. De volta à aquela época, Rei Arthur teve ajuda de Merlin e de alguns autobots para vencer suas guerras. Os Transformers Cavaleiros protegiam a terra e ao longo dos anos mantiveram suas honras e palavras. Já nos dias de hoje, com a caça dos autobots, um último Cavaleiro morre e passa sua nobre missão para frente. Cade Yeager (Mark Wahlberg) é O Escolhido™ tm para proteger a terra do ataque de uma Deusa enfurecida e sedenta por vingança.

O miolo do filme…

Daí pra frente temos muitas explosões e revelações. O artefato lendário foi dado ao Merlin e somente ele poderia ativá-lo para ajudar Rei Arthur em suas batalhas. Anos depois, o objeto está sob domínio do mal, mas somente uma herdeira poderá usá-lo para fazer o bem. Eis que surge Vivien Wembley (Laura Haddock), uma ancestral direta de Merlin capaz de salvar a terra ao lado do O Escolhido™.

O terceiro ato que não encerra o filme…

Normalmente, um filme é dividido em: começo, meio e fim. Ou seja: primeiro, segundo e terceiro atos. Em Transformers: O Último Cavaleiro, Michael Bay (diretor), entra em um quarto ato. Basicamente:

  • Conhecemos a trupe dos Autobots protegidos por Cade
  • Conhecemos a trupe dos Autobots que trabalham com os humanos para derrotar os Autobots protegidos por Cade
  • Conhecemos Sir Edmund Burton (Anthony Hopkins) que sabe que O Escolhido™ + Vivien pode salvar a terra (e temos toda a explicação de hereditariedade, história, conexões filosóficas e blablabla das personagens).
  • Finalmente temos a batalha final.

Essa confusão toda se consagra como um dos roteiros mais confusos já levados para o cinema. Em contrapartida, Bay se supera com cenas de ação, takes contínuos, takes aéreos e muitas explosões. O filme é realmente belo visualmente falando e uma experiência de tirar o fôlego, mesmo que cansativa.

No fim…

Transformers não é uma saga para intelectuais de plantão. É uma franquia para entreter e, infelizmente, cumpre com sua proposta sem precisar de um enredo coerente. Mas aí você se pergunta: Precisamos de um enredo coerente? Não, desde que alguma história seja contada. E isso, o filme tem. Por mais absurdas que sejam as linhas que tecem a trama de Transformers: O Último Cavaleiro, o longa é inofensivo. A ficção-aventura se segura em quase 3h de filme com um bom uso de atos frenéticos. Cansativo, talvez para quem não é fã.

Michael Bay esteve no Brasil recentemente e a Freakpop acompanhou a coletiva de imprensa. O diretor fez questão de frisar que faz filme para big telas e seus fãs. Ele não pensa no produto já em mídias como streaming, primeiro ele trabalha seu produto para ser apreciado numa telona IMAX. Outro ponto que ele enfatizou é que não se importa com o que os críticos e jornalistas dizem, afinal, seus filmes são para os fãs. Aqueles que já lhe renderam quase 5 bilhões de dólares.

Vale a pena?

Não defendemos Transformers como entretenimento, meio que andamos velhos por aqui. Mas comparado ao último filme, este é 10% melhor. O Doktor Bruce chegou até a listar os problemas do A Era da Extinção, mas leia por conta e risco. Transformers: O Último Cavaleiro jamais será considerado um filme criativo, inovador ou de grande impacto, mas PQP, assistir o Optimus Prime lutando é foda e ainda tira alguns tímidos arrepios. Opa…quer dizer que somos fãs?

O longa estreia dia 20 de julho nos cinemas.

Küsses,

Comente via Facebook!
Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

Categorias
Criticas

Ver também