True Blood – 7ª temporada – Ep. 10 – Thank You

True Blood chega ao fim com um tom melancólico, intenso e emocionante! Chegamos ao fim da série True Blood. E os fãs nunca se esquecerão da despedida do vampiro Bill...

True Blood chega ao fim com um tom melancólico, intenso e emocionante!

Chegamos ao fim da série True Blood. E os fãs nunca se esquecerão da despedida do vampiro Bill Compton. Com a mesma lentidão e valorização do desenrolar dos personagens, o último episódio não foi épico. A produção da HBO apenas entregou o que de melhor os fãs poderiam receber: um retorno verossímil à premissa da primeira temporada.

Foi com muita emoção que vimos Jessica se casando com o seu primeiro amor. Aquela assustada menina de 17 anos teve seus anos de experiência, como vampira, para virar uma verdadeira mulher. Ela teve o melhor pai de todos os tempos e todas as experiências dignas de quem, em algum momento, deseja ter o seu final feliz. E foi com o retorno de Hoyt que ela pode realizar seu sonho de infância, e melhor, com a benção de Bill.

Do outro lado da história, Eric volta a ser o badboy que conhecemos em 2008. E, obviamente, com Pam ao seu lado. Eles não só assassinam todos os japoneses da Yakuza, como transformam Sarah Newlin em uma escrava. Seu sangue é sintetizado, eles lançam o New Blood e o Fangtasia volta a ser o que era antes: um local frequentado por vampiros, sendo alguns deles bem dispostos financeiramente para sugar um pouquinho do sangue de Sarah. E ela como está? Viva, louca e tendo a pior alucinação do mundo: seu ex-marido a perturbando.

Ainda sobre Eric e Pam, uma das melhores cenas do último episódio foi a gravação da propagando do novo produto para os vampiros infectados. Foram poucos minutos onde os fãs puderam matar saudade da sagacidade, prepotência, ironia e elegância da dupla Pam e Eric.

Agora a melhor parte: Sookie aceita que seu destino é aceitar quem ela é: uma fada. E abrir mão disso seria uma decisão errada. Após uma breve e sincera conversa com o reverendo Daniels, Sookie prepara a morte de Bill. E no momento alto do fim de True Blood, ela diz que nunca o esquecerá, que ela o ama e que não deixará de ser quem ela é. Sentada em seu seu ventre, chorando e com o resto de força que lhe resta após tudo o que o passou, Sookie encara a verdadeira morte de Bill. Um momento dramático, marcante e repleto de amor. Um fechamento ideal da história do casal.

No fim, a cidade está em paz. Jason se casa com Bridget, tem três filhos e está feliz. O dia é de Ação de Graças, é hora de agradecer a paz que prevalece entre os moradores de Bon Temps. Arlene está feliz ao lado de seu vampiro, Lalá e James estão juntos, Sam e Nicole tem uma filha linda, Jessica está bem com Hoyt e Sookie está grávida! Em um fechamento impecável, não importa quem é seu marido, o que realmente interessa é ver que nossa heroína seguiu a vida que é esperada para os humanos, atendendo ao desejo de Bill que jamais poderia prover à sua amada uma vida normal.

A sétima de temporada de True Blood não foi a melhor de todas. Toda a trama apresentada em dez lentos episódios foi focada na redenção dos personagens após tantas turbulências enfrentadas. Mas apesar de tudo, não é possível imaginar um final diferente do que foi exibido. No fundo, no fundo, os fãs da série mereciam uma última temporada carregada de tranquilidade e fechamentos bem executados sobre os personagens. Em suma, a HBO entregou com maestria, e sem reviravoltas, um fim digno para cada personagem. Não foi uma season finale épica, mas foi concisa e honesta.

True Blood deixará saudade, uma legião de fãs órfãos e uma marca na história das sérias de televisão.

#TrueToTheEnd

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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