A Guerra dos Streaming – Capítulo 2: E no Brasil?

O que vale a pena? TV paga ou plataformas de Streaming?

TV por Assinatura ou Plataformas de Streaming? A cada dia que se aproxima a data de lançamento do novo serviço streaming Disney+, previsto para 12 de novembro no território...

TV por Assinatura ou Plataformas de Streaming?

A cada dia que se aproxima a data de lançamento do novo serviço streaming Disney+, previsto para 12 de novembro no território americano, mais se especula sobre o futuro da televisão em geral e em particular, os serviços de assinatura. Eles sobreviverão à esse “conflito” pelo bolso do consumidor? Sim, por que no final das contas a questão é e sempre foi dinheiro.

O grande desafio que vem sendo alvo de pesquisas entre os assinantes americanos é quanto eles estariam dispostos a gastar para ter os serviços que atenderiam suas necessidades de consumo. Hoje, o preço médio de uma assinatura de tv está em torno de U$50,00, com direito a um canal premium como a HBO ou o Showtime. Mas ser o consumidor quiser aumentar sua gama de conteúdo, teria que gastar cerca de mais U$10,00 com a Netflix ou outro canal streaming como o Hulu ou a Amazon Prime Video.

E escolher não está fácil.

E vai fica pior quando entrarem no jogo a Disney +, a HBOMax,da WarnerMedia, a NBCUniversal e a nova Apple TV. A revista The Hollywood Report encomendou uma pesquisa para Morning Consult, que conversou com 2.200 adultos em julho. Muitos americanos já gastam hoje cerca de 37 dólares por mês em canais streaming mas, segundo a pesquisa, o valor ideal deveria  ficar entre 17 e 27 dólares pelos mesmos canais.

A WarnerMedia não gostou desse resultado, claro, por que o futuro HBOMax, previsto para o começo de 2020, deve ficar na faixa de 17 dólares, enquanto seus concorrentes diretos tem preços menos complicados como a Netflix (plano básico U$8.99 e um plano padrão U$12.99) enquanto que o Disney + sairá por U$7/mês.

Um resultado curioso dessa consulta é que 90% dos entrevistados não se importam em gastar mais com seus pacotes de TV por Assinatura do que pelos canais streamings. Ou seja, podem gastar mais de U$50,00 dólares pela TV Paga do que aumentar seu orçamento com um ou mais canais com conteúdo diversificado.

Outro resultado interessante é que 26% dos entrevistados não tem a mínima ideia do que o Disney + ou que tipo de conteúdo vira com os novos canais streamings como o HBOMax, ou mesmo do novo conteúdo da Apple. O que levanta a questão de que os departamentos de marketing tem muito o que fazer para mostrar que seus novos canais tem algo à mais do que os canais por assinatura.

Ao mesmo tempo, muitos consumidores começaram a repensar suas assinaturas. Desde 2017, que o número de assinantes da Netflix ultrapassou os assinantes de TV Paga no território americano, principal motivo que fez com que a Disney e WarnerMedia decidisse entrar no mercado streaming, para abocanhar com seus conteúdos exclusivos os assinantes e futuro assinantes da Netflix. Como já dissemos, tudo pelo dinheiro.

E essa guerra tem componentes muito explosivos  em relação ao conteúdos desses novos canais. O Disney+ vem com todo o acervo de filmes, séries e animações de mais de 70 anos da Disney Company, que tem ainda como agregados as produções da Pixar, da Marvel, Lucasfilm, e claro, todo o conteúdo agregado com a compra por 71 bilhões de dólares da 20th Century Fox. Do outro lado, tem a WarnerMedia que traz o acervo da Warner Bros, Turner, os clássicos da MGM, Cartoon Network, as produções da Warner Television, além das novidades que vem sendo exibidas pelo canal streaming DC Universe.

Nessa guerra, quem ganha no brandir das espadas é o publico, por que poderá escolher o que quiser e fazer seu próprio pacote de programação, com conteúdos exclusivos. É por isso que Netflix, Amazon Prime Video e Apple tem investido milhões de dólares para produzir seu próprio conteúdo, para não depender exclusivamente de negociações com os tradicionais estúdios de Hollywood, como a Warner e a Disney, por exemplo.

Por isso, a outra questão que se coloca nesta grande disputa pelo bolso do consumidor é se essa guerra vai ultrapassar as fronteiras americanas. Já existem notícias circulando no Brasil que o Disney+ chega em 2020, trazendo não só o grande acervo mas também as novas produções como as duas séries inspiradas em Guerra nas Estrelas, The Mandoliran e outra com Obi Wan Kenobi, com Ewan McGregor reprisando o papel que fez na primeira trilogia.

Também chegarão as novas séries com super-heróis da Marvel e o longa metragem live-action A Dama e o Vagabundo. A única informação que não se divulgou é se o preço da assinatura também será em torno de 7 dólares como é a americana.

Outro ponto é que ultrapassando as fronteiras, esses novos canais terão que lidar diretamente com outro tipo de consumidor que não estão acostumados, como é o americano. Como resolver uma questão com um consumidor da Turquia que tem problemas de conexão diferentes de que está em Cali, na Colômbia? Respostas, por exemplo, que tanto a Netflix como a Amazon vem enfrentando e resolvendo para manter a qualidade do serviço sempre em alta.

Tanto que vários serviços que estão no Brasil, quando comparados com o que a Netflix trouxe para o país, deixam a desejar. O comentário bem humorado que vem do canal mundial streaming é que 99%  e quem trabalha na Netflix é um técnico de informática.

O fato é que essa guerra ainda está longe de ter um final. Feliz ou não, vai depender do que essas grandes corporações esperam de nós, ou melhor, do nosso bolso.

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