TWD | SE07 EP08 – “Hearts Still Beating” – Que belíssimo mid season

The Walking Dead retoma o fôlego no último episódio pré-pausa da temporada. E que belíssimo fôlego! CRÍTICA COM SPOILERS! Eis aqui, caros leitores, o MELHOR episódio...

The Walking Dead retoma o fôlego no último episódio pré-pausa da temporada.
E que belíssimo fôlego!

[alert type=red ]CRÍTICA COM SPOILERS! [/alert]

Eis aqui, caros leitores, o MELHOR episódio desta primeira metade de TWD. Tudo, absolutamente tudo, foi amarrado. Até agora fomos surpreendidos com um ritmo lento e focado em personagens. Episódio arrastados, detalhistas e altamente repetitivos no elemento “Negan”, o vilão que acaba de ser consagrado como uma das figuras mais vilanescas da história de The Walking Dead. Esqueçam todos antagonistas até agora apresentados, e preparem-se para torcer por uma figura opressora. Algo muito comum entre os líderes políticos ativos mundialmente.

Negan segue maravilhado com a estrutura de Alexandria. Seu conforto e instalações são, de fato, muito mais confortáveis do que a base dos Salvadores. Sua atitude é tão calma, aparentemente, que até os moradores de lá começam a achar que atender as regras deste líder é o correto a ser feito. O primeiro que dá um passo – maior do que suas pernas – é Spencer. Ele se arruma todo e vai jogar bilhar com o Negan enquanto curtem um whisky. O resultado disso é o jovem pedindo para que o vilão mate o Rick e o coloque como líder de Alexandria. Como resposta, Negan mostra mais uma vez ao que veio, joga na cara do rapaz que confiança e liderança é algo que se conquista com atitudes, e de forma fria, tira sua vida para deixar claro que suas regras precisam ser respeitadas com muito trabalho, leia-se: buscar suprimentos para pagar as contas da semana ao invés de ficar engomadinho dentro da reclusa Alexandria.

Além disso, Carl parece estar apático quanto ao Negan. Talvez sua reação seja apenas fria ou um fascínio reprimido que, por princípios, não pode ser exposto. O jovem não aparenta mais ter medo e nem indignação, como vimos no episódio anterior. Enquanto Judith é o novo alvo de carinho de Negan, Olivia não esconde seu medo e paga por ser considerada um “custo” ao pagamento semanal de suprimentos.

Enquanto isso, Rick e Aaron retornam de uma maratona de caça por alimentos. Um barco “abandonado” e exilado em um lago recheado de walkers é cenário de novas descobertas e pistas de uma humanidade que um dia ali viveu. Sendo observados por uma figura que usa botas, eles chegam em Alexandria e são surpreendidos pelos Salvadores. Aaron, infelizmente, vira alvo de porradaria quando um recado em um pedaço de papel é compreendido pelos capangas do Negan como uma ameaça. Quando finalmente Rick consegue chegar até a frente de sua casa com o rapaz machucado, ele se depara com os dois mortos, um Eugene sendo levado pelos Salvadores e o resto de sua trupe mais uma vez emocionalmente acabados.

Chegamos então ao clímax de The Walking Dead: Michonne peita o Rick e afirma que não dá mais para viver desta forma. Aliás, “viver” é forçado, já que a cada passo errado dos Salvadores matam algum integrante de seu bando. Um Rick barbudo, deprimido e se considerando o responsável por toda tragédia precisa se recompor para lidar com um vilão limpinho, sem barba e forte. Uma inversão de papéis onde o antagonista age de forma empoderada e petulante como o antigo líder Rick. Um espelho que o nosso protagonista não consegue enfrentar.

Os sobrevivente de Alexandria vão para Hilltop. O reencontro com Maggie, Tara, Enid, Sasha e Daryl é a força que Rick precisa para liderar não só sua família, mas sim seu time de guerra. A emoção, após tantos momentos sanguinários em TWD, toma conta de seus fãs que, finalmente, podem se encher de esperança por uma trama futura repleta de reviravoltas até o aguardado momento onde Negan e sua rede controlada seja eximida.

Mas nem tudo são flores. Carol é procurada por Morgan e Richard. Eles tentam a convencer que está na hora de voltar ao Reino para lutar contra os Salvadores, o que significa voltar a matar. Visivelmente atormentada por todas as vidas que tirou nas últimas temporadas, Carol recusa e pede a Morgan que fale a todos que ela está morta. Esperamos que sua decisão covarde ainda renda uma ressurgência épica onde a personagem apareça para a salvar a bunda da trupe do Rick. hehehe

Ah! A Rosita não pode ser deixada de lado, já que o seu tiro em Lucille fomentou ódio em Negan. Vinhada, custava ficar quieta?

The Walking Dead uniu todos os pontos abertos, justificou o porque a audiência foi apresentada a tantos núcleos e mínimos detalhes ao batalhão dos Salvadores e sim, tudo tem um motivo e este episódio nos leva a compreender as decisões dos roteiristas.

Mais alguns comentários livres:

– Daryl foge da base dos Salvadores e Jesus estava lá.

– Eugene assume que sabe fabricar balas e por isso é levado para a base dos Salvadores.

– Michonne encontra suas respostas e por isso retorna para Alexandria.

– O bebê de Maggie está bem e a viúva está inteirona.

Sem cliffhangers, The Walking Dead está oficialmente de férias e retorna dia 12 de fevereiro às 00h30 no canal FOX. Ansiosos para saber quem é o maledeto das botas? Pois é, nós também!

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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