Um Santo Vizinho – Bill Murray não quer ser seu amigo!

Um Santo Vizinho é típico filme cuja premissa causa julgamentos mas o resultado surpreende. Já está em cartaz a comédia que fará muitos fãs do ator Bill Murray fingirem...

Um Santo Vizinho é típico filme cuja premissa causa julgamentos mas o resultado surpreende.

Já está em cartaz a comédia que fará muitos fãs do ator Bill Murray fingirem que um cisco entrou nos olhos. St. Vincent De Van Nuys (Murray) é um amargurado veterano de guerra que leva uma vida regada à apostas, bebida e sexo casual com uma prostituta russa chamada Daka (Naomi Watts). Um belo dia, Maggie (Melissa McCarthy) e seu filho Oliver (Jaeden Lieberher) se mudam para a casa ao lado de Vincent e o relacionamento entre vizinhos passa a ser regado de problemas.

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Maggie e seu filho estão em um processo de divórcio e ela precisa trabalhar mais para manter o sustento de seu filho. Por falta de opção ou ironia do destino, Maggie acaba autorizando Vicent a cuidar de seu filho em sua ausência. O velho veterano, que a princípio poderia ser um péssimo exemplo ao jovem, acaba se tornando um amigo muito importante para Oliver. Entre duas esferas de problemas pessoais que envolvem a mãe de Oliver e o mal humorado Vincent, Oliver entra com a sua sensibilidade infantil para fazer qualquer marmanjo enxugar boas lágrimas.

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A premissa do filme é bem clichê. O que torna Um Santo Vizinho um filme bom são os elementos surpresas do enredo que carregam a trajetória dos personagens para um final emocionante. Bill Murray, aos 64 anos, entrega uma atuação digna de aplausos em pé. Reconhecido por uma longa lista de excelentes filmes, o ator encarna um pouco da melancolia que vemos em Encontros e Desencontros e a diversão de Os Caça-Fantasmas e O Feitiço do Tempo com um toque de sua vasta experiência na frente das câmeras para criar um personagem marcante, de personalidade forte e bem elaborado.

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A direção de Theodore Melfi não oferece grandes diferenciais, mas é concreta e atende a necessidade de um filme de drama contemporâneo. O diretor conquista um pouco da fé de seus telespectadores com este segundo filme após sua estreia desastrosa com o longa Amor por Acaso de 2010 (dê um Google, por favor, a gente se recusa a informar qualquer detalhes sobre este filme). Sua direção de elenco é o ponto alto do filme.

O filme já está no cinema e merece toda a sua atenção.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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