Uma Longa Viagem

Colin Firth e Nicole Kidman estrelam longa biográfico intenso. Uma Longa Viagem se passa durante a Segunda Guerra Mundial. Um grupo de ingleses são sequestrados pelos japoneses e levados para...

Colin Firth e Nicole Kidman estrelam longa biográfico intenso.

Uma Longa Viagem se passa durante a Segunda Guerra Mundial. Um grupo de ingleses são sequestrados pelos japoneses e levados para a Tailândia para a construção do trem Burma-Sião. Infelizmente, essa ferrovia carrega a morte de 250 mil homens. Lá, eles tratados como escravos, eram torturados e isolados do restante da guerra. Entre o grupo de jovens está Lomax (Jeremy Irvine), um engenheiro que se une aos demais rapazes ingleses para construir um rádio e ter acesso às noticias da guerra. Quando o segredinho deles é revelado, Lomax assume a responsabilidade e é brutalmente torturado e interrogado pelos soldados japoneses. Nagase Takashi é um destes soldados que acompanha a trajetória de Lomax enquanto mantido preso, além disso, ele traduz as perguntas e resposta entre os japoneses e Lomax.

O tempo passada, Lomax e os meninos retornam para as suas vidas. Agora estamos em 1980 e Lomax (Colin Firth) conhece uma mulher, Patti (Nicole Kidman) que trará um pouco de felicidade à sua vida, e também algumas noites mal dormidas. Apesar de agora estar casado e ter alguém para compartilhar a vida, Lomax não consegue se livrar das lembranças da guerra. Com a ajuda de Finlay (Stellan Skarsgård), Patti descobre as atrocidades sofridas pelo seu marido na época da Guerra e tenta ajudá-lo à lidar com isso.

Cinquenta anos após o ocorrido, Lomax localiza o soldado Nagase (Hiroyuki Sanada) e tem a oportunidade de finalmente resolver seus traumas do passado. Mas será que Takashi conseguirá se redimir ou Lomax reagirá com violência? O filme é dirigido pelo estreante Jonathan Teplitzky, e o resultado visual é bem interessante, mas não foge de outros longas de época ou de guerra. A fotografia é mal explorada e os diálogos não possuem nada de diferentes de outros filmes de época ou sobre guerra. O que te fixa ao filme é o show de atuação de Jeremy Irvine, como Lomax jovem e Colin Firth como Lomax mais velho. A similaridade comportamental dos dois atores é incrível. Firth, por ser um ator já da vanguarda, tem seu jeito de falar, olhar e atitudes já conhecidas pelos seus fãs, e Irvine incorpora isso com seriedade para atender a versão mais jovem do protagonista.

Kidman está mais apagada do que nunca. Ainda bem que ela é coadjuvante, pois lhe falta emoção nos olhos e envolvimento com o passado trágico do protagonista para atender o drama da trama. Já Skarsgård entrega a atuação que vemos em seus outros 350 filmes feitos só este ano. Nada de novo.

O longa é de 2013 e demorou muito para chegar no Brasil, mas estreia nas salas aqui dia 23 de Outubro. Vale a pena assistir? Sim, mas não espere um filme que mudará sua vida ou complementará seu conhecimento histórico. Por ser biográfico o foco do drama é outro e a mensagem final é bem intensa.

Até a próxima.

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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