Velozes e Furiosos 7 – O melhor filme da franquia!

Depois de 5 filmes fracos, Velozes e Furiosos 7 retorna como uma grande homenagem à saga e ao falecido ator Paul Walker! Só de ouvir falar que uma franquia está...

Depois de 5 filmes fracos, Velozes e Furiosos 7 retorna como uma grande homenagem à saga e ao falecido ator Paul Walker!

Só de ouvir falar que uma franquia está em seu sétimo filme, qualquer fã de cinema arrepia até os pelos mais obscuros do corpo. Uma coisa é fato, depois de Harry Potter nenhuma saga conseguiu oferecer com qualidade mais de três filmes bem construídos e marcantes. Com a série Velozes e Furiosos, apesar de sua legião de fãs e do altíssimo rendimento, não foi diferente. O primeiro filme segue como o mais lembrado, o segundo foi engolido pela audiência, o terceiro uns amam e muitos odeiam, daí pra frente só lembramos das péssimas cenas gravadas no Rio de Janeiro, no quinto longa, e da famosa pista de pouso com mais de 3 mil km do sexto filme. Sobre o quarto filme? Não há opinião. E quando a receita de bolo é mais criticada do que elogiada, algo precisa ser mudado. É com grande satisfação que afirmamos: Velozes e Furiosos 7 é o melhor filme da franquia e, sem dúvida alguma, o mais nostálgico e emocionante.

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Paul Walker faleceu em 2013, um ator que apesar de conhecido – de verdade – por seu trabalho como Brian O’Connor, teve sua imagem muito bem trabalhada pela produção do novo longa e pelas diversas homenagens e depoimentos de todos os seus colegas de trabalho. Jogada de marketing em cima de sua trágica morte? Talvez, mas consequência disso foi: novos fãs e uma enorme expectativa pelo filme que o ator, infelizmente, não terminou de gravar. Sendo substituído por seus irmãos, o personagem de Walker recebeu um “final” sutil, simples e muito, mas muito emocionante. Por mais que o telespectador não seja um fã da saga, é impossível conter o nó na garganta na belíssima homenagem usada para encerrar também o sétimo filme.

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Mas antes de sermos impactados com o tão esperado fechamento para Walker, Velozes e Furiosos 7 entrega mais de 2 horas de porrada, corridas de carros, mulheres gostosas e piadas funcionais. Na trama, que inicia imediatamente após o sexto longa, Deckard Shaw (Jason Statham) resolve vingar seu irmão, para isso, ele começa a caçar cada um da trupe do Dominic Toretto (Vin Diesel). O primeiro a ser assassinado é Han (Sung Kang), momento em que é explicado por que o terceiro filme da saga é o sexto e que acaba levando Dom a Tóquio e, consequentemente, o fazendo ficar emputecido com Shaw. Entre novas ameaças, Dom se vê na posição de reunir sua equipe e conta com a ajuda do Sr. Ninguém (ou Mr. Nobody para quem assistir a versão com áudio original), interpretado pelo veterano Kurt Russel, um mercenário que detém dinheiro e um exército super treinado. Mr. Nobody está atrás de uma pecinha tecnológica capaz de rastrear qualquer humano na face da terra (tipo o Project Insight do Capitão América: O Soldado Invernal ou o Goldeneye do 007: Goldeneye), mas vamos ignorar a premissa já conhecida e partir para o que interessa. Se Toretto e sua equipe resgatarem uma hacker e sua pecinha mágica, eles poderão localizar Shaw e vingar a patifaria que o rapaz causou.

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Alguma novidade no roteiro? ZERO! Então o que faz Velozes e Furiosos 7 ser tão bom? A excelente e impressionante direção de James Wan, um roteiro bem estruturado, uma fotografia envolvente, cenas de corrida e perseguição bem dirigidas e preparem-se: as cenas de lutas são FODAS! Mesmo o pessoal criticando o duelo corpo a corpo do Dwayne Johnson e do Jason Statham, vale lembrar que enquanto o The Rock só malha e é gigante, o Statham é lutador de artes marciais.

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Com inúmeras breves cenas que homenageiam a saga como um todo e piadinhas bem aplicadas, a seriedade trabalhada na estrutura dos personagens segue como o ponto forte da narrativa. Toretto volta a frisar a importância do conceito familiar enquanto repete que esta será “sua última volta”. Mesmo com elementos já vistos nos seis filmes anteriores, as cenas de ação e direcionamento dado com cada personagem ofuscam nossa memória viciada e revelam uma qualidade cinematográfica inesperada. A “saída de mestre” do roteirista Chris Morgan (que assina os roteiros da saga desde o terceiro filme) garante um bom filme, mas que peca por só se aproveitar do que houve de melhor nas seis prévias. Arriscado? Sim, mas deu certo!

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O oitavo filme já foi confirmado por Vin Diesel, e parece que Velozes e Furiosos 8 se passará em Nova Iorque – estava demorando – , mas será que eles terão fôlego para um novo filme ou não seria melhor encerrar a saga no sétimo longa? Se analisarmos a trajetória e a forma como a história se encerra neste episódio, o ideal seria parar por aí. Mas porque não “dar uma última volta?”, afinal, não houve despedidas em Velozes e Furiosos 7, somente novos caminhos trilhados.

O longa estreia dia 2 de Abril em circuito nacional, vale a pena ser conferido em IMAX 3D e não esqueçam de colocar aquele lencinho velho no bolso.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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