Você ama o mar? Veja aqui filmes e dicas sobre a vida perto dos oceanos

Falar sobre preservação do meio ambiente hoje, é um tópico recorrente e reconhecidamente importante. Entretanto, há não muito tempo, não era tanto assim. Durante anos, a tv aberta brasileira exibiu o Globo...

Falar sobre preservação do meio ambiente hoje, é um tópico recorrente e reconhecidamente importante. Entretanto, há não muito tempo, não era tanto assim.

Durante anos, a tv aberta brasileira exibiu o Globo Ecologia nas manhãs de sábado e poucos assistiam, enquanto na tv por assinatura, os documentários da National Geographic e Discovery Channel para muitos tinham narrativas longas e monótonas. Ainda que a intenção fosse claramente importante, as obras não inspiravam a urgência com o cuidado tão necessário a nossa própria preservação e ao ambiente que nos cerca, especialmente no que diz respeito aos mares.

O desenvolvimento de novas câmeras e lentes para o registro de ambientes subaquáticos e seu ecossistema, além da elaboração de uma  narrativa mais rica possibilitaram uma aproximação dos espectadores com as causas e temas dos programas e filmes. Hoje, não só é mais barato possuir um equipamento de relativa qualidade de captação de imagens debaixo d’água, como a própria atividade de mergulho se tornou mais próxima e acessível a quem deseja dedicar parte de sua vida ou fazer da atividade, um hobby. Fato é que, combinando os fatores, abriram-se novos horizontes de produção, interesse, qualidade e percepção de realizadores e público para com o mar e seus registros.

Um grande exemplo disto, é o documentário Oceanos de Plástico, que denuncia o despejo de plástico nos mares do mundo.

A mergulhadora Tanya Streeter e o jornalista Craig Leeson se juntaram em uma extensa pesquisa e viajaram por todos os mares por quatro anos. O objetivo foi o de entender, registrar e denunciar o que deveria ser um crime, por todo o impacto que causa à vida marinha e, indiretamente a de toda população. Um exemplo disto é percebermos como os estômagos dos animais – peixes e pássaros – estão cheios de partículas plásticas, acarretando em suas mortes precoces e desnecessárias. O filme alerta também para a permanência dos componentes do plástico no meio ambiente e de como eles retornam para nós pela água e pelos animais que nos servem de alimento, em um ciclo mórbido provocado pelo consumo exacerbado.

Com imagens lindas e qualidade, mas tristes e feias pelo o quê expressam, vemos mergulhadores e cinegrafistas alcançando espaços e situações inesperadas e distantes do nosso dia a dia. Dirigido pelo próprio jornalista Craig Leeson, vale a pena e é fácil de encontrar, na Netflix.

Photo by Dustin Haney

Outro filme que indica a importância da preservação, agora voltado para a questão da poluição por combustíveis fósseis é Mission Blue, disponível no mesmo serviço de streaming.

Sylvia Earle, renomada oceanógrafa, mergulhadora, pesquisadora e bióloga marinha da National Gerographic tenta manter as Ilhas Galápagos como uma reserva protegida. Ao mesmo tempo, longe dali, explode uma plataforma de petróleo no Golfo do México. Dirigido por Robert Nixon, também reconhecido cineasta de filmes de natureza e Fisher Stevens, mais uma vez, o filme exibe a importância fundamental dos mergulhadores cinegrafistas por nos trazerem imagens de denúncia e, em oposição, da força da natureza.

Esses não são os únicos filmes a trazerem a temática da preservação marinha ou desta vida próxima ao mar, há outros de igual importância e fácil acesso disponíveis para todos.

Mas, não é apenas como cinegrafistas ou pesquisadores – e não vamos esquecer os pescadores – que se pode viver do mar. Se você é aficionado por natureza e não consegue viver distante dela, uma opção é fazer parte das diversas ONGs que lutam pela conservação das praias e mares ou pela fauna marinha. Uma alternativa também válida é fazer parte de uma equipe de mergulhadores para resgate ou lazer. O trabalho inspira grande responsabilidade, mas vale a pena, sempre, pelas causas que a atividade abarca.

Photo by Annie Spratt

Independentemente de qual seja sua escolha, não há como ser indiferente à preservação de nossos oceanos. Você pode não ser um ativista e apenas gostar de ir à praia por lazer, mas há que manter o cuidado e pensar ecologicamente sempre. E o importante disso é que não se restringe apenas ao mar, mas a tudo o que nos cerca e com nossas atitudes dentro de casa já fazemos a diferença.

Para quem tem a indubitável vantagem de morar próximo ao mar, a responsabilidade é maior e condizente com a qualidade de vida. Para quem tem em sua a rotina o encontro constante com a natureza para além do espaço urbano, não é um sacrifício e sim, um imenso privilégio.

 

 

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