CRÍTICA | Westworld – T01E09 – “The Well-Tempered Clavier”

Em Westworld, um pouco de trauma pode ser iluminador Toda história precisa de um vilão. O que torna o antagonista de Westworld marcante é o lado humano que o...

Em Westworld, um pouco de trauma pode ser iluminador

Toda história precisa de um vilão. O que torna o antagonista de Westworld marcante é o lado humano que o compele a cometer atrocidade. Neste episódio, temos a primeira revelação marcante: Bernard é um anfitrião criado nos moldes de Arnold. O Dr. Ford sempre quis ter controle absoluto do parque, a ponto de eliminar seu amigo / rival intelectual. Desprovido do desafio que uma mente semelhante pode trazer, cria Bernard para restaurar a companhia de seu velho amigo, com o prazer adicional deste ser um construto totalmente controlável.

Bernard ordena que Ford restaure todas as memórias ocultas em sua mente, criando uma jornada traumatizante e reveladora sobre as diferentes missões violentas que ele cometeu em nome de seu mestre. Seria uma excelente oportunidade para desvendar alguns momentos marcantes do passado que não vimos ainda, mas boa parte dos flashbacks retornam para momentos já explorados como a morte de seu filho, a morte de Theresa e a descoberta que ele foi responsável pelo desaparecimento de Elsie. O elemento de destaque aqui é o fato de Dolores nunca ter interagido com Bernard em situações anteriores, mas sim com a voz desencorporada de Arnold que ela escuta.

Dolores e William continuam presos por Logan e seu exército. Ele mostra para Will as entranhas robóticas dela para tira-lo do encantamento do parque e traze-lo de volta para a realidade. Os convidados nesta trama continuam sua jornada de auto-descobrimento e William sofre uma catarse bastante violenta, matando o exército inteiro de Logan e revelando seu lado sombrio. Aqui temos algumas observações interessantes. Será que esta história se passa no passado? Estamos vendo a origem do Homem de Preto e como surgiu a percepção que ele é um homem violento e perturbado? Este elemento é particularmente interessante visto que a Dolores que vemos é consideravelmente mais mecânica do que os anfitriões mais modernos e biológicos. Sua fuga para a igreja onde outros robôs que escutam a voz de Arnold e seu figurino constantemente mudando indica que talvez ela tenha feito este trajeto algumas vezes.

Isto talvez explique como na outra narrativa, vemos o Homem de Preto desesperadamente caçando Wyatt em busca de sua revelação final, talvez no labirinto ele consiga novamente encontrar a Dolores que ele se apaixonou tantos anos atrás?

E finalmente, Maeve dá os primeiros passos em sua rebelião. Que venha a guerra…

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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